
Hoje andei me pondo no lugar de tanta gente, gente que vi pela rua, gente que não ouve, gente! Tu gente, que é carne da minha carne me deu medo, tirou um pouco do meu sono e afogado nesse surto de consciência e raciocínio lógico, olhando profundamente os olhos carniceiros da minha impotência, percebi quão infinito é o tamanho dessa humana insignificância e ainda incomensurável a necessidade que tenho de ser comigo e com todo o resto essencial para a existência, mas hoje! Hoje foi diferente, ao vagarosamente devanear uma dor enferma tão cheia de realidade quanto à voz que me contava, comecei questionar o fato, do fato a causa, da causa o medo que me injetava, perguntei-me se há um egoísmo ao me por na situação antes de observar tal como é, disso tudo senti como um pecado meu estado são inserido em minha vida que continuava, tão independente quanto inerente ao mesmo caminho que me espera, a estas mesmas pessoas que também vivem na simultaneidade com o caminho paralelo que encerra, ao longo de questões infinitas uma duvida, uma divida, uma dádiva, uma diva dessa massa biodegradável que ocupamos, mas que além de não ser minha, não sou eu, só um canal de onde venho até onde estou que a diva arranca como se fosse ilegal ser
nesse corpo que nos cabe, assim, ao final dos vinte e quatro metros de dia me restou uma duvida, uma divida e uma diva com metros incertos.
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